terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

PROGRAMA “MAIS EDUCAÇÃO”

  
O programa “Mais Educação” é uma iniciativa do Governo Federal, instituído pela Portaria interministerial nº 17/2007 e integra as ações do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), como estratégia para induzir a ampliação da jornada escolar na perspectiva da educação integral.
   Com essa visão, o Município de Aracoiaba via Secretaria de Educação, aderiu ao Programa Mais Educação. O objetivo é integrar alunos que necessitam de um melhor acompanhamento de ensino para que possam ampliar suas atividades escolares, oferecendo-lhes exercícios extras, tais como: jogos, teatro, música, letramento, oficina de reciclagem, dentre outras.
   As escolas que irão participar, nesse primeiro momento, são: Pedro Guedes, Otília Alves, Adolfo Guedes. Estamos trabalhando para fazer a inclusão de novas unidades escolares no referido programa.

A importância da leitura

 

     Pesquisas do mundo todo mostram que a criança que lê e tem contato com a literatura desde cedo, principalmente se for com o acompanhamento dos pais, é beneficiada em diversos sentidos: ela aprende melhor, pronuncia melhor as palavras e se comunica melhor de forma geral. "Por meio da leitura, a criança desenvolve a criatividade, a imaginação e adquire cultura, conhecimentos e valores", diz Márcia Tim, professora de literatura do Colégio Augusto Laranja, de São Paulo (SP).

     A leitura frequente ajuda a criar familiaridade com o mundo da escrita. A proximidade com o mundo da escrita, por sua vez, facilita a alfabetização e ajuda em todas as disciplinas, já que o principal suporte para o aprendizado na escola é o livro didático. Ler também é importante porque ajuda a fixar a grafia correta das palavras.

     Quem é acostumado à leitura desde bebezinho se torna muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para a vida. Isso quer dizer que o contato com os livros pode mudar o futuro dos seus filhos. Parece exagero? Nos Estados Unidos, por exemplo, a Fundação Nacional de Leitura Infantil (National Children's Reading Foundation) garante que, para a criança de 0 a 5 anos, cada ano ouvindo historinhas e folheando livros equivale a 50 mil dólares a mais na sua futura renda.

                                                       Fonte: Revista Abril / Educar para Crescer

A relação Professor/Aluno no processo de ensino e aprendizagem

    As relações humanas, embora complexas, são peças fundamentais na realização comportamental e profissional de um indivíduo. Desta forma, a análise dos relacionamentos entre professor/aluno envolve interesses e intenções, sendo esta interação o expoente das conseqüências, pois a educação é uma das fontes mais importantes do desenvolvimento comportamental e agregação de valores nos membros da espécie humana.
Neste sentido, a interação estabelecida caracteriza-se pela seleção de conteúdos, organização, sistematização didática para facilitar o aprendizado dos alunos e exposição onde o professor demonstrará seus conteúdos.
    No entanto este paradigma deve ser quebrado, é preciso não limitar este estudo em relação comportamento do professor com resultados do aluno; devendo introduzir os processos construtivos como mediadores para superar as limitações do paradigma processo-produto.
   Segundo GADOTTI (1999: 2), o educador para pôr em prática o diálogo, não deve colocar-se na posição de detentor do saber, deve antes, colocar-se na posição de quem não sabe tudo, reconhecendo que mesmo um analfabeto é portador do conhecimento mais importante: o da vida.
   Desta maneira, o aprender se torna mais interessante quando o aluno se sente competente pelas atitudes e métodos de motivação em sala de aula. O prazer pelo aprender não é uma atividade que surge espontaneamente nos alunos, pois, não é uma tarefa que cumprem com satisfação, sendo em alguns casos encarada como obrigação. Para que isto possa ser melhor cultivado, o professor deve despertar a curiosidade dos alunos, acompanhando suas ações no desenvolver das atividades.
   O professor não deve preocupar-se somente com o conhecimento através da absorção de informações, mas também pelo processo de construção da cidadania do aluno.  Apesar de tal, para que isto ocorra, é necessária a conscientização do professor de que seu papel é de facilitador de aprendizagem, aberto às novas experiências, procurando compreender, numa relação empática, também os sentimentos e os problemas de seus alunos e tentar levá-los à auto-realização.
   De modo concreto, não podemos pensar que a construção do conhecimento é entendida como individual. O conhecimento é produto da atividade e do conhecimento humano marcado social e culturalmente. O papel do professor consiste em agir com intermediário entre os conteúdos da aprendizagem e a atividade construtiva para assimilação.
    O trabalho do professor em sala de aula, seu relacionamento com os alunos é expresso pela relação que ele tem com a sociedade e com cultura. ABREU & MASETTO (1990: 115), afirma que “é o modo de agir do professor em sala de aula, mais do que suas características de personalidade que colabora para uma adequada aprendizagem dos alunos; fundamenta-se numa determinada concepção do papel do professor, que por sua vez reflete valores e padrões da sociedade”.
    Segundo FREIRE (1996: 96), “o bom professor é o que consegue, enquanto fala, trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento. Sua aula é assim um desafio e não uma cantiga de ninar. Seus alunos cansam, não dormem. Cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento, surpreendem suas pausas, suas dúvidas, suas incertezas”.
    Ainda segundo o autor, “o professor autoritário, o professor licencioso, o professor competente, sério, o professor incompetente, irresponsável, o professor amoroso da vida e das gentes, o professor mal-amado, sempre com raiva do mundo e das pessoas, frio, burocrático, racionalista, nenhum deles passa pelos alunos sem deixar sua marca”.
    Apesar da importância da existência de afetividade, confiança, empatia e respeito entre professores e alunos para que se desenvolva a leitura, a escrita, a reflexão, a aprendizagem e a pesquisa autônoma; por outro, SIQUEIRA (2005: 01), afirma que os educadores não podem permitir que tais sentimentos interfiram no cumprimento ético de seu dever de professor. Assim, situações diferenciadas adotadas com um determinado aluno (como melhorar a nota deste, para que ele não fique de recuperação), apenas norteadas pelo fator amizade ou empatia, não deveriam fazer parte das atitudes de um “formador de opiniões”.
    Logo, a relação entre professor e aluno depende, fundamentalmente, do clima estabelecido pelo professor, da relação empática com seus alunos, de sua capacidade de ouvir, refletir e discutir o nível de compreensão dos alunos e da criação das pontes entre o seu conhecimento e o deles. Indica também, que o professor, educador da era industrial com raras exceções, deve buscar educar para as mudanças, para a autonomia, para a liberdade possível numa abordagem global, trabalhando o lado positivo dos alunos e para a formação de um cidadão consciente de seus deveres e de suas responsabilidades sociais.


                              Fonte: Revista Espaço Acadêmico – N۫ 52 - Setembro/2005

Planejamento

                                                        A realização do planejamento é imprescindível
                                                                no processo de ensino-aprendizagem


O planejamento está presente em quase todas as nossas ações, pois ele norteia a realização das atividades. Portanto, o mesmo é essencial em diferentes setores da vida social, tornando-se imprescindível também na atividade docente.

O planejamento de aula é de fundamental importância para que se atinja êxito no processo de ensino-aprendizagem. A sua ausência pode ter como consequência, aulas monótonas e desorganizadas, desencadeando o desinteresse dos alunos pelo conteúdo e tornando as aulas desestimulantes.

De acordo com Libâneo, o planejamento escolar é uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades didáticas em termos de organização e coordenação em face dos objetivos propostos, quanto a sua revisão e adequação no decorrer do processo de ensino.Portanto, o planejamento de aula é um instrumento essencial para o professor elaborar sua metodologia conforme o objetivo a ser alcançado, tendo que ser criteriosamente adequado para as diferentes turmas, havendo flexibilidade caso necessite de alterações.

Porém, apesar da grande importância do planejamento de aula, muitos professores optam por aulas improvisadas, o que é extremamente prejudicial no ambiente de sala de aula, pois muitas vezes as atividades são desenvolvidas de forma desorganizada, não havendo assim, compatibilidade com o tempo disponível.

Entre os elementos que devem compor um plano de aula estão:

- clareza e objetividade;
- Atualização do plano periodicamente;
- Conhecimento dos recursos disponíveis da escola;
- Noção do conhecimento que os alunos já possuem sobre o conteúdo abordado;
- Articulação entre a teoria e a prática;
- Utilização de metodologias diversificadas, inovadoras e que auxiliem no processo de ensino-aprendizagem;
- Sistematização das atividades com o tempo;
- Flexibilidade frente a situações imprevistas;
- Realização de pesquisas buscando diferentes referências, como revistas, jornais, filmes entre outros;
- Elaboração de aulas de acordo com a realidade sociocultural dos estudantes.

Portanto, o bom planejamento das aulas aliado à utilização de novas metodologias (filmes, mapas, poesias, músicas, computador, jogos, aulas práticas, atividades dinâmicas, etc.) contribui para a realização de aulas satisfatórias em que os estudantes e professores se sintam estimulados, tornando o conteúdo mais agradável com vistas a facilitar a compreensão.





                                            Por: Wagner de Cerqueira e Francisco
                                                                  Graduado em Geografia
                                                                        Equipe Brasil Escola

Técnicas para escrever simples

Técnicas para escrever simples

  
Escrever bem não é fácil mesmo. Ao deparar com aquela página em branco, no caderno ou na tela do computador, sempre surge a pergunta: por onde começar? Mesmo com muitas idéias na cabeça, ninguém está livre da angústia na hora de produzir qualquer tipo de texto. O sentimento muitas vezes faz lembrar os tempos de estudante, quando era preciso redigir dissertações.Hoje, no entanto, a escrita é um de seus instrumentos de trabalho mais importantes: você escreve bilhetes e cartas para os alunos ou para os pais; faz relatórios de avaliação; preenche o diário de classe; redige o planejamento de projetos para a coordenação da escola ou para circular entre os colegas.  Por isso — e também para ensinar os alunos a escrever bem — é essencial dominar a linguagem escrita e procurar sempre aperfeiçoá-la.
                                      
 Estratégias que servem para todo  tipo de texto

Na hora de produzir qualquer texto, é importante ter em mente as respostas às questões abaixo. 
Elas vão guiar seu trabalho.

O que vou escrever? (Quais as informações essenciais ao texto?)
 

Quem vai ler? (Alunos? Pais? O coordenador pedagógico? Colegas da mesma área?)

Por que estou escrevendo? (Para planejar uma atividade? Para comunicar um evento? Para descrever a aprendizagem do aluno?)

Durante a redação, lembre-se de:
  • Usar termos cujo significado você conheça.
  • Ter sempre um dicionário à mão, para certificar-se da grafia das palavras, para encontrar sinônimos ou mesmo para aprimorar seu vocabulário.
  • Ser objetivo no que quer comunicar, fazendo sentenças em ordem direta, lembrando-se de que não está fazendo um texto literário.
  • Revisar o texto, prestando atenção à coerência, à clareza e à ortografia.

Você escreve bem?
Escrever bem, não é uma tarefa fácil, mas, de modo geral, escrever corretamente é algo acessível a todas as pessoas praticamente.
A habilidade de combinar palavras, aliada a capacidade de criar (ou narrar) histórias e descrever cenários interessantes são bastante pessoais, porém, podem ser desenvolvidas e treinadas.
Para escrever correto, é preciso que você leia mais e fazer treinamentos. Pegar um livro e fazer uma boa leitura, isso ajudará bastante na sua escrita.
Observe os erros grosseiros cometidos pelos alunos:
Errado
Correto
Sou de menorSou menor
Saiu elas por elasSaíram elas por elas
Mandato de segurançaMandado de segurança
Caderno aspiralCaderno espiral
Fiquei fora de siFiquei fora de mim
Ele já se acordouEle já acordou
Tenho menas sorte que vocêTenho menos sorte que você
Horas extraHoras extras
Estou no aguardo de notíciasAguardo notícias
Passar de ano (na escola)Passar o ano (na escola)
Ficar de recuperaçãoFicar para recuperação
O paciente sofreu melhorasO paciente sentiu melhoras
Tudo acabou entre eu e vocêTudo acabou entre mim e você
Este livro é para mim lerEste livro é para eu ler
Comprei ele para vocêComprei-o para você
Vende-se tijolosVendem-se tijolos
Amo-lhe muitoAmo-a muito
Haviam muitas pessoas na festaHavia muita pessoa na festa
As crianças foram no cinemaAs crianças foram ao cinema

Alguns sites interessantes relacionado como escrevr corretamente:

Digestivo Cultural: - Como escrever corretamente
Nea: - Regras de como escrever bem.
Brasil Escola: - Informações sobre a gramática portuguesa.



              
                  
                                       Fonte: Revista Nova Escola N°178 - Dezembro de 2004